sábado, 28 de janeiro de 2012

Os primeiros trinta anos da colonização no Brasil e o processo de implementação do Governo-Geral.

A chegada dos portugueses ao Brasil ocorreu em abril de 1500, data esta que inicia a fase pré colonial de sua história. Inicialmente  não houve a colonização propriamente dita pois os portugueses não se fixaram na terra, somente após os primeiros contatos com os indígenas e o conhecimento das riquezas naturais existentes é que começaram a explorar o pau-brasil da Mata Atlântica, cujo valor no mercado europeu era elevado.
 A obtenção do pau-brasil era considerada fácil pois os portugueses trocavam utensílios como espelhos e outras bugingangas que eram novidade para os índios (que não imaginavam o quanto perdiam), que além de cortar ainda deveriam carregar as caravelas com a madeira.. a lucratividade deste produto marcou a economia deste período, onde a exploração da madeira continuava a ser realizada e assim os portugueses construíram feitorias no Brasil que constituía basicamente de armazéns e postos de trocas com os índios.
Durante três décadas o Brasil foi relegado a um plano secundário pois o Estado e a burguesia portuguesa interessavam-se na África a Ásia, afinal o lucro era imediato com o comércio de especiarias e ouro.
Com o passar do tempo, Portugal sentiu uma necessidade de iniciar a colonização no Brasil pois o reino passava por diversos problemas de ordem financeira, causado pela perda do monopólio do comércio de especiarias asiáticas, e por outro lado havia muitos estrangeiros, especialmente franceses no território brasileiro, tornando-se uma ameaça a posse portuguesa.
Então no ano de 1530 é que o rei de Portugal tomou a iniciativa e organizou a primeira expedição, comandada por Martin Afonso de Souza, com o claro objetivo de colonização, esta pretendia povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana de açúcar.
Entre os anos de 1534 e 1536, por decisão do rei de Portugal, o Brasil foi dividido em lotes conhecidos como Capitanias Hereditárias. Estas faixas de terra foram doadas para nobres e pessoas de confiança do rei que tinhas como função promover a administração, proteção e desenvolvimento destas e em troca recebiam algumas regalias.
Vários fatores influenciaram para o não sucesso das Capitanias Hereditárias como a distância de Portugal, falta de recursos e ataques indígenas, resultando com exceção das capitanias de Pernambuco   e São Vicente, todas fracassaram.
O desempenho insatisfatório do sistema de capitanias Hereditárias levou D. João III a criar o Governo-Geral no Brasil em 1949. Era uma maneira de centralizar o poder na colônia e assim obter uma organização administrativa. A implantação deste sistema caracterizou-se pela catequização de indígenas, incentivo à vinda de mão de obra escrava advindas da África para as fazendas brasileiras e o desenvolvimento agrícola.
Tomé de Souza, Duarte da Costa e Mem de Sá foram os nomes de maior destaque do Governo Geral, sistema que durou até 1640 quando foi é substituído pelo Vice Reinado.

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